Viva o Gole

Escafandrista – Can’t Get Over Kasinão

Hoje não é um sabadaço, tá mais pra uma segunda. Ênfase na falta de radicais: uma segunda normal. Talvez por isso me falte um motivo excepcional para comparar com a cerveja de hoje, mas, como Vivemos o Gole – e falamos na última página do meu diário – todo momento é pra ser vivido da melhor forma.

E acho que “melhor forma” é uma ideia interessante para a metáfora líquida aqui.

Estamos em constante evolução, ou seja, todo dia aprendemos – ou deveríamos – aprender algo que nos faça “melhor”. 

Pode ser uma experiência nova, que melhora nossa sabedoria.

Pode ser um exercício a mais (hoje foi fisioterapia, pela primeira vez), que melhora nosso corpo.

Pode ser uma conversa diferente, que melhora nossa convivência como sociedade.

Anotações do sommelier

Foi um sabor novo: uma Smoothie Sour. Smoothie Sour? Quem foi que comprou uma cerveja que tenta ser suco pelo preço de uma barrel aged? Eu. Convencido pelo rótulo e pela sugestão do amigo na loja.

Segunda: um dia feio, mas que vem com energia e saúde para começar bem a semana. A Can’t Get Over Kasinão, da Escafandrista, é mais ou menos isso: feia como uma vitamina não se preocupa em ser, mas com bastante equilíbrio e variedade de sabor. Até onde eu sei, vitamina é saudável…

Nunca ouviu falar de Smoothie Sour? É uma sour com frutas batidas e aveia para completar o corpo na sensação de boca, no caso aqui pêssego, coco, amora e framboesa. E é o que essa cerveja entrega do começo ao fim. Se tem algo que você can’t get over nessa bebida é o coco, do aroma ao final de boca é ele quem equilibra e dá o dulçor percebido.

As outras frutas dão o frescor e a acidez, num equilíbrio bem interessante que esconde o fato de ter 6.5% de ABV – desnecessariamente alto, mas nada percebido. 

Às vezes é difícil superar um final de semana especial ou uma convicção que foi questionada. Às vezes é muito fácil, basta abrir a lata e experimentar de cabeça aberta. O Kasino também superou 20 anos de “esquecimento” e decidiu voltar com uma nova turnê, porque eu e você não faríamos o mesmo?

Pode ser que esse passo seja o próximo da sua “melhor forma”, como tem sido da minha.

Não precisava ser um sabadaço, uma segunda tá bom. Já valeu como som e sabor da noite.

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